Veículo: O Estado de S. Paulo | Caderno: Economia | Página: B2

| Seção: Coluna do Broad | Assunto: Economia


Publicado em 06/08/20

BB separa R$ 200 milhões para investir em startups

O Banco do Brasil pretende investir R$ 200 milhões para adquirir participações minoritárias em startups.

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BB separa R$ 200 milhões para investir em startups

 

  • O Estado de S. Paulo
  • 6 Aug 2020
  • ALINE BRONZATI, FERNANDA GUIMARÃES, CYNTHIA DECLOEDT E CIRCE BONATELLI

ALINE BRONZATI/ESTADÃO

O Banco do Brasil pretende investir R$ 200 milhões para adquirir participações minoritárias em startups. O anúncio está previsto para hoje, em paralelo à divulgação de resultados. Será a última sob a gestão do economista Rubem Novaes, que está de saída do comando da instituição. Metade do valor seria desembolsado no curto prazo. É a primeira etapa de um plano ambicioso – cuja cifra seria bem maior – e em gestação há tempos no banco. Nos bastidores, o projeto é tido como importante para o posicionamento do BB na arena digital do setor financeiro. A meta era ter uma série de investimentos ainda em 2020, mas a pandemia atropelou os planos. O BB tem interesse em startups que tenham sinergia com seu negócio, como as áreas financeira, de seguros e agronegócios. Em troca, faria parcerias. » Como será? Para viabilizar o investimento, o BB já teria selecionado fundos que compram participação em empresas iniciantes, conhecidos como venture capital, e gestores privados. Poderá tanto fazer aportes sozinho, como ao lado de outras companhias, desde que não sejam concorrentes. A seleção das investidas ainda não teria começado.

» Passa longe. Para tirar o projeto do papel, o BB gastou tempo com a definição e a aprovação de regras de governança corporativa nos vários escalões do banco. Uma das premissas é a de que a instituição não terá o controle dos negócios investidos.

» Escaldado. Desde a Operação Lava Jato, o temor da caneta tem assombrado as instituições públicas. Startups com algum tipo de relação política ou com executivos próximos da instituição já estão cortadas da lista de candidatas que poderão ter acesso aos recursos, por exemplo. Procurado, o BB não comentou.

» Tudo o que brilha. O Brasil viu a balança comercial com o Canadá ficar altamente favorável durante a pandemia. O que pesou a favor do País foi, principalmente, a exportação de ouro, impulsionada pelo clima global de incerteza e a busca por ativos considerados mais seguros.

» Favorável. O comércio entre os dois países cresceu 9,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com levantamento da Câmara de Comércio Brasil-canadá (CCBC), com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

» Vai e vem. O principal item exportado pelo Brasil foi o ouro, movimentando US$ 846 milhões no período, somando a forma bruta e a em barras. Já o item mais importado foi o cloreto de potássio, usado para adubos e fertilizantes, no valor de US$ 388 milhões.

» Oposição. A proposta feita pelo governo para a reforma tributária prevendo a unificação apenas dos impostos federais não é a que mais agrada os parlamentares. Para 76,3%, a preferência é por um escopo mais amplo, conforme o proposto nas PEC 45 e 110, que unificam todos os tributos (federais, estaduais e municipais) criando uma alíquota única. É o que mostra pesquisa realizada para a Necton Investimentos pela Vector Relações Governamentais, que entrevistou líderes e vice-líderes de partidos e blocos na Câmara dos Deputados e no Senado. A pesquisa será divulgada hoje em live da Necton.

» Ponta errada. Líder nas operações a termo na B3 e registrando aumento exponencial de procura por suas opções, a empresa de educação Cogna tem registrado queda nas ações e machucado um grupo grande de pessoas físicas. Nas opções de compra, na qual o investidor acredita que a ação vai subir e faz um contrato para comprar a ação a um determinado preço no futuro, o vencimento no dia 17 tem um volume financeiro próximo ao das opções das ações preferenciais de Petrobrás, mostram os dados da B3. Na outra ponta, quem comprou opção de venda (aqueles que apostam na queda da ação) estão majoritariamente investidores institucionais. O papel da Cogna teve queda de 36% no ano.

» Musa. No Fintwit – espécie de grupo de finanças no Twitter – a Cogna, que tem até torcida organizada, foi apelidada de Conga e ganhou a Gretchen como musa (como se sabe, a cantora teve grande sucesso cantando “Conga, conga, conga”). Se em julho os comentários foram só de alegria com a opção e expectativa de lucros vultosos, agora o assunto são as perdas.

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