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Publicado em 27/07/20

Guedes já apresentou a Bolsonaro o indicado para assumir BB

O ministro Paulo Guedes (Economia) já apresentou ao presidente Jair Bolsonaro o nome do substituto de Rubem Novaes no comando do Banco do Brasil. O chefe do Executivo já teria concordado com o nome.

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Guedes já apresentou a Bolsonaro o indicado para assumir BB

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Pesou vontade de voltar para o Rio

Novaes teve conflitos com Maia

O ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, em cerimônia de posse no Palácio do PlanaltoSergio Lima/Poder360 (7.jan.2020)

PODER360
26.jul.2020 (domingo) - 10h18

O ministro Paulo Guedes (Economia) já apresentou ao presidente Jair Bolsonaro o nome do substituto de Rubem Novaes no comando do Banco do Brasil. O chefe do Executivo já teria concordado com o nome.

A estatal divulgou fato relevante ao mercado com a informação do pedido de demissão de Rubem Novaes na noite desta 6ª feira (24.jul.2020). Eis a íntegra (392 KB).

 

O anúncio do nomeado poder ser feito nos próximos dias. O nomeado pode ser do corpo de diretores do próprio Banco do Brasil, por já estarem familiarizados com a situação atual do banco.

Carlos Hamilton Vasconcelos de Araújo, vice-presidente de Gestão Financeira e Relação com Investidores do BB é um dos cotados. Ele atuou como secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda em 2016 e como diretor de Política Econômica e Diretor de Assuntos Internacionais de 2010 a 2015. Tem 55 anos.

 

A saída de Novaes será em agosto, em data a ser definida e “oportunamente comunicada ao mercado”. O presidente do BB pediu a Paulo Gudes, ministro da Economia: “Paulo, me dê 1 presente de aniversário”. Ele vai fazer 75 anos em 22 de agosto e queria deixar o cargo.

Em entrevista à CNNBrasil neste sábado (25.jul.2020), o presidente do BB disse que pretende sair por não ter se adaptado à “cultura de compadrio, privilégiose corrupção de Brasília“. Ele também disse que o Banco do Brasil precisa de uma pessoa jovem e engajada com a inovação do mercado.

Novaes assumiu o cargo em cerimônia em 7 de janeiro de 2019, junto com os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e o do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy -mais tarde substituído no cargo por Gustavo Montezano. Desde o governo de transição, em 2018, Rubem Novaes tem defendido a privatização das empresas do governo.

No meio do caminho enfrentou disputas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Novaes encaminhou mensagem pelo WhatsApp a pessoas próximas com a mensagem “Caiam na real” seguida de 1 vídeo postado pelo presidente Jair Bolsonaro com o pedido de uma bolsonarista pela reabertura do comércio no país.

Na época, Rodrigo Maia disse em entrevista ao jornal Valor Econômico que o presidente do Banco do Brasil era 1 “incompetente” e que o único caminho para se manter no cargo era agradando o chefe, se referindo à Bolsonaro.

Rubem Novaes respondeu dizendo que Maia não o conhece. “Meu apego ao cargo é zero. Nossa diferença é que eu sou Fluminense e ele é Botafogo”, afirmou o presidente do Banco do Brasil.

Também houve desgastes com decisão do TCU (Tribunal de Contas da União), que pediu para que o Banco do Brasil suspendesse publicidade em sites que promovem fake news. A decisão do ministro da corte Bruno Dantas afirmou que a irregularidade na aplicação de verbas é “possível interferência” do governo. Afirmou ainda que poderia ter “possíveis prejuízos à imagem da estatal”.

Funcionários do Banco do Brasil disseram que o impasse com o TCU não influenciou na decisão de  Novaes de deixar o cargo, pois tem o costume de não correr de briga –como fez com Rodrigo Maia.

Pesou para Novaes a impossibilidade de seguir com o plano de privatização do Banco do Brasil e a vontade da família de que ele voltasse ao Rio de Janeiro. Ressaltou várias vezes de modo reservado que não pretendia ficar mais do que 2 anos no cargo.